Ao sair do banho caminhou até a cama onde, costumeiramente, deixava a roupa que usaria para dormir. Verificando que não procedera rotineiramente, tomou a direção do vestiário e deparou-se com o amplo espelho pendurado à parede refletindo seu corpo nu depois de tantos anos vividos.
Era tamanha a perplexidade que a mente nem dava por conta da visão fixa no rosto gretado, nas mamas flácidas, na barriga obesa… Não fosse o olho avariado não teria enxergado o púbis deformado num corpo, antes, tão bonito e cobiçado. Como o tempo é perverso… Não poupa nem a beleza.