A matéria que posto abaixo é de autoria do meu Tio Mário, poeta e cronista dos melhores. Ele escreveu um poema dedicado ao seu irmão Pedro de Barros Pereira um jovem boêmio que muito cedo foi arrebatado das serenatas que se estendiam até o amanhecer. Eis o que o poeta disse sobre o mano, o mano a quem muito queria bem:
Autor: Mário de Barros Pereira
Pedro (de gravata borboleta) e o irmão, Mário
“Pedro era um jovem bem apessoado, elegante, boêmio. Passou parte de sua vida fazendo o seu violão vibrar aos sons das suas melodias. Sempre ao lado das jovens que participavam de sua alegria, do seu espírito alegre e romântico.
Morreu cedo, muito jovem, porém, teve tempo de conhecer o vigor da vida.
Tinha pressa de viver… Deixou saudades aos entes queridos. Não vamos, contudo, acusar o destino que, nem sempre, responde pelos insucessos.”
PEDRO, O SERESTEIRO ENCANTADOR
Ao meu irmão Pedro
No silêncio das madrugas
A tua voz ressurgia,
Nas noites enluaradas
Belas jovens te aplaudiam.
Seresteiro encantador!
Aprendeste com a passarada
A quem ninguém ensinou
A melodia encantada.
Foste obreiro da alegria,
O destino te inspirou
Para a arte, a fantasia,
Foi o sonho que ficou.
Canta aos anjos com amor
As românticas melodias,
Foste alegre, sonhador,
Inspirado na harmonia.
João Pessoa, PB, 02 de Agosto de 2008.