Autor: Mário de Barros Pereira
Ao inesquecível Rômulo Ramalho com a eterna saudade do seu avô.
Você fugiu da vida como se ela fosse somente sua; como se ela não pertencesse também a outras pessoas que tanto lhe amavam e continuam lhe amando e que necessitavam do se convívio.
Você, com seu espírito alegre, vivendo intensamente, com a mente sadia e a alma cheia de sonhos, transmitindo alegria e entusiasmo a todos nós.
Lamentamos profundamente não nos ter sido possível evitar a tragédia… Ninguém pode deter a roda do destino que, às vezes, gira veloz rumo à fatalidade. Não sai da minha mente a tragédia de ontem que marcou a minha existência. Tudo mudou… A fatalidade me impõe um novo caminho marcado pela tristeza, pela renúncia, pela dor. Que Deus tenha compaixão de nós; que nos ensine a trilhar o difícil caminho da dor com resignação.
Dizem que o homem morre uma primeira vez na vida quando perde o entusiasmo; exatamente o que aconteceu comigo; perdi o entusiasmo, essa força maior que a vida nos concede. Todavia não perdi a fé que nos faz renascer.
Você não pôde no momento agudo da aflição preservar a vida, a maior dádiva de Deus concedida a sua criação. Não teve tempo de pensar em todos nós. Você não deixou somente saudade, deixou também em cada um de nós o perfume da sua alegria, da sua bondade, que marcava seu espírito fraterno.
João Pessoa, PB, 11 de Junho de 1995.