O século que passou ligeiro

Autor: Clodoval de Barros Pereira

    Em conversa com meu pai sobre sua passagem pelo engenho Ouro Preto, ele contou que seu tio Salustiano de Barros Lins havia comprado o engenho no ano de 1914, para onde se mudara de olhos na agroindústria e na pecuária. Homem afeito aos negócios, não deixaria de levar consigo o comércio de secos e molhados que exercia no povoado de Campos Frios.

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Major Salustiano de Barros Lins

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Um senhor de engenho

Autor: Clodoval de Barros Pereira

    Nas conversas com o meu tio Alexandrino a respeito de homens afortunados ele sempre apontava o seu tio Salustiano de Barros Lins, proprietário do engenho Ouro Preto, como um dos homens mais ricos que havia conhecido. Achando um despropósito, eu contestava:

– Ah, isso não! E Henry Ford? E Matarazzo?

– São uns mendigos comparados ao major Salu. Seus empregados vivem de bolsas penduradas nos braços comprando mengalhos para ele comer. O meu tio não! O meu só compra sal, o resto ele produz em sua propriedade e da melhor qualidade. É isso o que eu considero riqueza. Nunca vi crise que cruzasse as porteiras que dão acesso ao seu engenho.

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