Autor: Clodoval de Barros Pereira
Assim que o dia começava a clarear, eu e meus irmãos pulávamos da cama e seguíamos meu pai em direção ao curral onde ele ia tirar o leite das vacas. Cada filho levava um copo com um pouco de mel de abelha para misturar ao leite cru que tomávamos morninho, tirado na hora do peito da vaca.
Foi com ele que aprendemos apalpar, carinhosamente, as tetas das enormes fêmeas para que elas soltassem o precioso líquido que nos servia de alimento. Nessa época, beirando os 13 anos, eu era um garoto raquítico, de crescimento retardado, mesmo assim já sabia laçar uma rês, montar num cavalo e correr gado. Sabia até empunhar uma foice, uma enxada e até mesmo um revolver, uma espingarda ou um rifle 44, coisas corriqueiras àquela época naquelas brenhas.
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