Autor: Clodoval de Barros Pereira
Por ingenuidade ou despreparo para enfrentar os embates que a vida nos apresenta, costumamos atribuir nossos fracassos, ou acidentes que poderiam ser evitados, à fatalidade.
Acho que devemos isentá-la da culpa de nossas imprudências, penalizando-nos pelo mau que causamos aos outros e pelos tombos que levamos em decorrência dos nossos descuidos.
E é bom que se diga que a abordagem desse tema foi motivado pelos constantes ensinamentos do meu tio Mário de Barros Pereira sobre o perigo que as pessoas e o mundo oferecem aos seus viventes, especialmente aos mais negligentes.
Se nos desse ao trabalho de raciocinar, poderíamos concluir que não devemos confundir fatalidade com negligência. Fatalidade é um raio cair na cabeça de alguém ou algo que fuja ao controle de algum item oriundo da trilogia do risco que é constituída por negligência, imperícia e/ou imprudência.
Ao me inteirar das coisas que podem contribuir com uma situação de risco deixei de culpar a fatalidade pela maioria dos desacertos sofridos e passei a assumir a parcela que a mim era devida.
Não fosse uma demorada reflexão não teria concluído que a maioria das tragédias inesperadas resulta da nossa desatenção as sábias conclusões dessa trilogia.