Eu venho das madrugadas

Autor: Clodoval de Barros Pereira

    Assim que os primeiros raios solares começavam a penetrar pelas frestas abertas entre as telhas que cobriam a nossa casa, eu e meus irmãos pulávamos da cama e acompanhávamos o nosso pai que se dirigia ao curral para tirar o leite das vacas. Cada filho levava um copo com um pouco de mel de abelha uruçu para misturar ao leite cru, que tomávamos morninho, tirado na hora, daquelas benditas, róseas e adoráveis tetas.

    Foi com ele que aprendemos a massagear, carinhosamente, os mamilos daquelas enormes fêmeas para que deles desprendessem o saboroso líquido que nos servia de alimento. Nessa época, eu beirava os 13 anos, era raquítico e tinha o crescimento retardado, mesmo assim já tirava leite, laçava uma rês e montava a cavalo para correr gado. Já sabia empunhar uma foice, uma enxada e começava a manusear com certa destreza o revolver, a espingarda e o rifle 44, coisas necessárias e corriqueiras nas brenhas onde me criei. Continue reading

Bombeiros, seres divinos

     Essa crônica foi publicada no Boletim Geral Ostensivo nº. 003, do CORPO DE BOMBEIROS DO ESTADO DE ALAGOAS,de 06 de janeiro de 2010, conforme se ler abaixo:

1. ESTADO DE ALAGOAS
SECRETARIA DE ESTADO DA DEFESA SOCIAL
CORPO DE BOMBEIROS MILITAR

BOLETIM GERAL OSTENSIVO Nº. 003 – MACEIÓ, 06 DE JANEIRO DE 2010.
PARA CONHECIMENTO E EXECUÇÃO NESTE CORPO, PUBLICO O SEGUINTE:
UNIFORME: EXPEDIENTE: 3º “C”
S. TRANSCRIÇÃO DE DOCUMENTO:
ORIGEM: BOMBEIROS, SERES DIVINO

(…)
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