Autor: Clodoval de Barros Pereira
As pessoas que nascem no campo e crescem sentindo o cheiro da terra, das plantas e dos animais dificilmente se acostumam levar a vida na solidão das cidades tumultuosas. Esse foi um dos problemas que meu pai teve que enfrentar ao deixar o campo e partir para morar em Palmares, cidade que ele simpatizava mas não se adaptou, teve que retornar aos seus velhos pastos, às terras do vale do Jacuípe, no Estado das Alagoas.
Resoluto, juntou a filharada e, dessa vez, retornou ao engenho Ouro Preto de propriedade do seu tio Salustiano de Barros Lins. Aquele era o mundo que ele conhecia e gostava e que nós também conhecíamos e gostávamos, porém, precisávamos nos readaptar para, mais uma vez, enfrentá-lo. Nada estranho, apenas um exercício a mais em terreno acidentado, onde as encostas e os pequenos baixios nos retemperam para a luta ao contrário das planícies, que nós, oriundos das terras acidentadas, achamos enfadonhas e desanimadoras.
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