Autor: Clodoval de Barros Pereira
Estimada companheira, Professora Maria Alba Correia, estas linhas foram inspiradas no amor que você devota aos oprimidos.
Autor: Clodoval de Barros Pereira
Estimada companheira, Professora Maria Alba Correia, estas linhas foram inspiradas no amor que você devota aos oprimidos.
Autor: Clodoval de Barros Pereira
Assim que os primeiros raios solares começavam a penetrar pelas frestas abertas entre as telhas que cobriam a nossa casa, eu e meus irmãos pulávamos da cama e acompanhávamos o nosso pai que se dirigia ao curral para tirar o leite das vacas. Cada filho levava um copo com um pouco de mel de abelha uruçu para misturar ao leite cru, que tomávamos morninho, tirado na hora, daquelas benditas, róseas e adoráveis tetas.
Foi com ele que aprendemos a massagear, carinhosamente, os mamilos daquelas enormes fêmeas para que deles desprendessem o saboroso líquido que nos servia de alimento. Nessa época, eu beirava os 13 anos, era raquítico e tinha o crescimento retardado, mesmo assim já tirava leite, laçava uma rês e montava a cavalo para correr gado. Já sabia empunhar uma foice, uma enxada e começava a manusear com certa destreza o revolver, a espingarda e o rifle 44, coisas necessárias e corriqueiras nas brenhas onde me criei. Continue reading
Essa crônica foi publicada no Boletim Geral Ostensivo nº. 003, do CORPO DE BOMBEIROS DO ESTADO DE ALAGOAS,de 06 de janeiro de 2010, conforme se ler abaixo:
1. ESTADO DE ALAGOAS
SECRETARIA DE ESTADO DA DEFESA SOCIAL
CORPO DE BOMBEIROS MILITAR
BOLETIM GERAL OSTENSIVO Nº. 003 – MACEIÓ, 06 DE JANEIRO DE 2010.
PARA CONHECIMENTO E EXECUÇÃO NESTE CORPO, PUBLICO O SEGUINTE:
UNIFORME: EXPEDIENTE: 3º “C”
S. TRANSCRIÇÃO DE DOCUMENTO:
ORIGEM: BOMBEIROS, SERES DIVINO
(…)
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Autor: Clodoval de Barros Pereira
Nas conversas com o meu tio Alexandrino a respeito de homens afortunados ele sempre apontava o seu tio Salustiano de Barros Lins, proprietário do engenho Ouro Preto, como um dos homens mais ricos que havia conhecido. Achando um despropósito, eu contestava:
– Ah, isso não! E Henry Ford? E Matarazzo?
– São uns mendigos comparados ao major Salu. Seus empregados vivem de bolsas penduradas nos braços comprando mengalhos para ele comer. O meu tio não! O meu só compra sal, o resto ele produz em sua propriedade e da melhor qualidade. É isso o que eu considero riqueza. Nunca vi crise que cruzasse as porteiras que dão acesso ao seu engenho.
Autor: Clodoval de Barros Pereira
Washington Cavalcanti de Albuquerque Lacerda andou telefonando para saber como eu estava de saúde. Ora, a minha saúde está ótima! É que, segundo Washington, corria lá pelas bandas das Alagoas, de onde sou oriundo, que eu “estava nas últimas,” aqui, em um hospital de Brasília.
Nada disso é verdadeiro. Washington deve saber que, como ele mesmo costuma dizer, “isso é conversa da oposição.” Até hoje tenho sido duro na queda, não sei se, de amanhã por diante, continuarei sendo. Como a Fênix, tenho ressurgido das cinzas e cada vez que ressurjo vivo mais alguns anos; não 500 como a bela ave, pois, segundo Ovídio, ela se alimenta de incenso, raízes cheirosas e óleos de bálsamo, enquanto eu, criatura de parcos recursos, alimento-me, apenas, de raízes idênticas aquelas que o meu amigo cultiva em sua fazenda Embiribas e Heliópolis, onde, quem sabe? ― também deve ter erguido o Templo do Deus Sol.
Comentário: Clodoval de Barros Pereira
Vou postar um poema que vem após esse comentário, quem o escreveu foi Antônio de Barros Pereira, chamado carinhosamente de Toinho. Esse poeta era meu tio e irmão do meu pai José de Barros Pereira a quem chamavam de Zeca. Devo acrescentar que da verve de Toinho saíram belos poemas que falavam da dureza da vida e da beleza do amor. E como a maioria dos poetas, era um homem apaixonado e ai de quem não o é… Infelizmente toda a sua criação foi destruída e a humanidade perdeu de beber na fonte da sabedoria de um homem de poucas letras, porém de muito saber.
Comentários: Clodoval de Barros Pereira
No tempo que eu vivia lidando com gado nos arredores da Vila Princesa do Vale, conheci a fazenda Triângulo das Águas, situada acima da confluência do rio Camaragibe com um de menor porte que desce pelo Vale da Pelada. Esse nome lhe fora dado por ser cantada como a mais bela das fazendas daquela região e por situar-se na confluência dos dois rios.
Mariano herdara Triângulo das Águas depois da morte de seu pai, o velho Julião. Algumas gerações haviam passado pela terra generosa e se alimentado dos frutos que dela brotava. Era um bem de família que vinha passando de geração para geração.
Comentários: Clodoval de Barros Pereira
Essa matéria foi originalmente divulgada por Marcelo Bastos e é datada de 08 de julho de 2011. Ele fala que ela não foi publicada por razões óbvias. Por desconhecermos essas razões nos atreveremos a publicá-la nesse modesto blog onde a verdade não deixará de predominar sobre a mentira nem o bem sobre o mal.
Agora é bom que se acrescente que se não fosse por intermédio da universitária alagoana Beatriz de Gusmão Cavalcante, uma das destacadas funcionárias da FÊNIX –PAPELARIA E INFORMÁTICA, uma empresa sediada em Maceió, que incentiva a divulgação das coisas boas, esse culto a coragem de falar talvez não chegasse às minhas mãos.
Autor: Clodoval de Barros Pereira
Por intermédio de familiares tomei conhecimento que o meu avô paterno Umbelino Victoriano Pereira fora trazido de Portugal para o Brasil nos idos de 1870. Contava ele meses de idade quando deixara a cidade do Porto para cruzar o atlântico num vapor, junto a outros parentes, sob o comando dos seus pais, os portugueses Miguel Luiz Pereira e Ana Maria Pereira.
Conta tio Mário de Barros que quando menino ouvia os tios comentarem sobre a viagem do seu avô e que um dos comentários se referia a uma sugestão que um passageiro fizera a Miguel Pereira no sentido de aplicar uma meizinha em um ferimento existente no nariz de um dos seus filhos.
Autor: Clodoval de Barros Pereira
Apresento-lhes a nova revista que irá circular na capital e interior do estado, brevemente. Trata-se da VOZ DE ALAGOAS, composta inicialmente por 28 páginas em policromia, edição de 10.000 exemplares, e dirigida por Clodoval de Barros Pereira (Escritor e Empresário no ramo da papelaria e informática) e o jornalista Mauro Sélvio Barbosa de Melo.