Autor: Clodoval de Barros Pereira
No meu estômago vazio,
muita dor, muita azia,
o cigarro e o conhaque
não trouxeram serventia.
E nos meus olhos tostados
pelo sol que faz verão,
as imagens da miséria,
da vida na opressão.
Autor: Clodoval de Barros Pereira
No meu estômago vazio,
muita dor, muita azia,
o cigarro e o conhaque
não trouxeram serventia.
E nos meus olhos tostados
pelo sol que faz verão,
as imagens da miséria,
da vida na opressão.
Autor: Clodoval de Barros Pereira
Sempre que conversava com o meu tio Alexandrino a respeito de homens afortunados ele apontava o seu tio Salustiano de Barros Lins, proprietário do engenho Ouro Preto, como um dos homens mais ricos que havia conhecido. Achando um despropósito, eu contestava:
– Ah, isso não! E Henry Ford? E Matarazzo?
Autor: Clodoval de Barros Pereira
Sobre os meus ombros nus
conduzo um fardo pesado
com destroços de esperança
e sonhos despedaçados.
Por ser agreste o caminho
sinto o corpo cansado,
as pernas bastante torpes
e os pés estropiados.
Autor: Clodoval de Barros Pereira
Ao cair da tarde,
era sempre ao cair da tarde,
que encerrávamos os trabalhos,
os pesados trabalhos do canavial.
Tempo de plantio,
de roço, encoivaração
e de queima de coivaras.
Autor: Clodoval de Barros Pereira
Nas terras da Amazônia
onde Deus fez seu jardim
estão trocando a floresta
por plantação de capim.
E nas terras devastadas
onde o solo é arenoso,
avança lento o deserto,
faz pena, é doloroso.